The Thirteenth Step

Primeiramente, antes de começar a escrever os comentários aqui no blog, minhas mais sinceras desculpas por ter "abandonado o barco" nestes últimos meses. Bom, digamos apenas que, por mais injustificável que isso seja, pegar recuperação final, meu pior pesadelo de aluna nerd quando estava na 1ª série, se concretizou, e tive que (literalmente) dar o sangue para não ter que repetir a porcaria do 1º colegial. Apesar de estar impossibilitada de usar o computador até em pensamento, "dei um jeitinho" e recuperei os episódios que faltavam para assistir, finalmente voltando a acompanhar de acordo com a exibição americana no episódio Prentiss-centric desta temporada, que acabou sendo um fake-Prentiss-centric, mas eu perdôo (só hoje, viu Bernero, minha cota de perdão de 2011 já tá esgotada e olha que Janeiro nem terminou).


Então, vamos ao que interessa, né.


Seguintchy, meus queridos companheiros e companheiras de fanatismo quase doentio por CM. O episódio foi, é claro, bom. Mas só isso - bom. Me aconteceu o mesmo que quando fiu assistir Harry Potter 7.1 no cinema: na pilhagem da emoção do momento, no meio daquela insanidade toda, achei ótimo, louco pra caramba, just fucking awesome, simplesmente genial, e tudo o mais. Mas quando parei pra pensar e analisar (uns três dias depois de a adrenalina ter deixado a minha corrente sanguínea, diga-se de passagem), foi tipos "epa, não foi bem assim né".


Mesmo não sendo a coisa mais insana da história de Criminal Minds, foi um episódio de nível até bastante alto para essa sexta temporada capenga e decepcionante. Primeiro ponto positivo: GRAÇAS A DEUS aquela monga master da Seaver não apareceu. Jesus, Maria, José e o cavalinho, juro por tudo nesse mundo que jogaria o monitor do computador janela afora se tivesse que aguentar mais 40 minutos dela vendo cadáveres e perguntando: "isso é sangue?!". Quando vi essa cena em "Corazon", senti um comichão incontrolável de gritar: "não, amor, isso aí é raspadinha de morango, sabe? O pessoal de Glee passou aí e resolveu dar um banho disso nos cadáveres só por diversão, tá."


Segundo ponto positivo: a ousadia da produção de entupir um episódio com violência, sexo, dorgas e afins, a la Robert Rodriguez (ou mesmo um Taranbtino em muito menor escala), contrariando todo o "senso de moral" falso, cego e distorcido da população americana. Bom, bem feito, né. Dear Yankees buddies, se vocês não querem ver violência na TV, joguem-na fora.

Terceiro ponto positivo: acho que nunca fiquei tanto tempo encarando uma tela com cara de besta achando todo ser que aparecia no episódio lindo de morrer (principalmente Morgan e Hotch). Ok, estou exagerando, mas deve ter sido porque ainda estava com isso aqui na cabeça. Hayley Williams, minha gente, melhor que ela só Emma Stone cantando Pocketful of Sunshine.

Gostei também daquele tiroteio e, mesmo não dando pra ver quem matou Ray, aposto que foi a Prentiss, afinal não seria nem de longe a primeira vez que ela mata, de longe e a sangue frio um unsub que esteve a dois centímetros de fazer o mesmo com ela (coisa que ocorreu, se não me engano, no 13º episódio da temporada anterior).

A pior coisa do episódio (talvez a única ruim) foi terem deixado o foco em Prentiss apenas para o final. Aquele final foi a exata definição de tenso, o desespero de Emily era tanto que chegava a ser palpável, e, bem, o de quem não seria, sabendo-se que um assassino que você prendeu fugiu da prisão só pra te matar? Não adianta comparar com a "relação" Hotch/Foyet, porque Hotch não teve o tempo nem de piscar depois de prender Geroge e já estava esperando um desastre daqueles.

Uma coisa que eu vi muita gente comentar e questionar foi se Prentiss preferiria se "render" ao sistema de proteção de testemunhas dos US Marshals, ou ficar quieta, na BAU, simplesmente esperando a hora em que Ian Doyle, futuro grande unsub de CM, venha atrás dela para chutar o pau da barraca. Eu, particularmente, acredito mais na 2ª opção. Depois do "desastre Haley", duvido que qualquer membro da BAU esperaria proteção, principalmente Emily, tendo sido a wonderwall de Hotch durante toda aquela confusão. Além de ser, é claro, completamente contraditória com toda a história e caráter da personagem que foi definida até hoje. Ela não é uma Sonserina, é uma Grifinória, oras bolas. Ela não seria a primeira da fila pronta a fugir,. se esconder e salvar a própria pele, como Pansy Parkinson, mas sim aquela a ficar e lutar até que a última gota do sangue do inimigo possa ser derramada para que possa viver em paz, como Hermione Granger (cuja visão no Espelho de Ojesed seria, segundo JK Rowling, esta, a dela com Harry e Ron derrotando Voldemort).

No mais, só espero que esse "mistério lostiano" tenha um fim decente, e que ninguém vá em direção a luz alguma.

Cheers! (e comentem, please :D)

4 comentários:

Virgínia C Lopes disse...

Me sigam no meu blog ! virginiac-lopes@blogspot.com

Sofia disse...

Gabriela, faz tempo que acompanho seu blog, e pode acreditar, sou sua fãzona, mesmo!!
Sem exagero, gostaria que minha filha tivesse esse mesmo raciocínio... (e olha que ela é esperta pra caracas, tem horas que eu penso que ela veio do mesmo planeta que o Reid!). Parabéns por este blog, e obrigado por fazer da internet um lugar agradável de se passear...Ah, e realmente, CM é awesome!

Nanda disse...

Gabriela, muito bom encontrar um blog inteligente como o seu. O que acho mais interessante é que vc consegue misturar CM e HP num post só! Pra quem não conhece ou não gosta das histórias acha que vc é doidinha, mas eu que sou fã dos dois, acho simplesmente FODA!!!
A 6ª temporada de CM finalmente começou no AXN (14.03.2011) e eu gostei mto do 1º episódio e graças aos seus spoilers estou ansiosíssima pra assistir ao 2º. Vê se não some, garota!
Beijos.

Anônimo disse...

Estou animado com a participação de ChristieLynn Smith na série Togetherness.