The Longest Night e JJ



Ok, gente, depois de um belo tempinho de castigo (ainda estou), maré alta de notas baixas e uma condicional pra ir ao show do Black Eyed Peas aqui em BH (quem quiser me dar um ingresso terá para sempre minha eterna amizade e gratidão), estou de volta com meus comentários normalmente sempre ácidos e cheios de bom humor, porém bem chorosos com o desastre que essa 6ª temporada parece estar comprando e não dando conta de lidar. Vou falar muito pouco sobre os dois episódios, porque estou praticamente sofrendo ameaças aqui para ir estudar.

O primeiro episódio poderia ter sido simplesmente so fucking awesome I wouldn't even be able to finish that pharse (em inglês porque fica melhor assim). Mas foi só uma conclusão pobre, na minha humilhde opinião de blogueira que deveria estar estudando física
. Tim Curry me dá arrepios de qualquer forma, mas eu acho que exploraram tanto esse lado monstrengo assustador dele que estragaram.

Querido Derek Morgan, eu te amo, você é o chocolate mais gostoso da face da Terra, mas pelamor hein, tú tá irritante de uma forma tão intensa que palavra nenhuma minha consegue expressar. Precisava descarregar o pente todo no Flynn? O Hotch matar o Foyet na porrada até vá lá, né, o cara praticamente pseudo-estuprou ele e matou a ex, mas o Flynn só deu uma coronhada em você, meu filho! Nem a Prentiss, que foi quase morta pelo Dan Schrader (5x11) não descontou a raiva. Só atirou na testa, simples, rápido, eficiente e indolor. Quer dizer, indolor pra ela.

Antes de comentar o 6x02, perguntchinha: Como meus amores saíram
da SUV no engarrafamento? Mágica ou chamaram a Enterprise pra emprestar o teletransporte?

Jennifer Jareau, Oficial de Comunicações da Behavioural Analysis Unit. Nunca gostei de você, pra ser franca. Na verdade, te evitava como o diabo foge da cruz. Mas você ganhou um lugar eterno no meu coração, e não foi porque me fez chorar, porque me fez querer tacar a Nina Tassler da pontinha do Empire State, estilo King Kong, nem porque eu te acho uma fofura e vou sentir falta das suas caras e bocas, mas sim porque me identifiquei com a sua mudança sem possibilidade alguma de escolha.

Nasci em Uberaba, interior de Minas Gerais, e depois de 14 anos muito felizes ao redor da minha família e meus amigos, me mudei para Belo Horizonte, sem po
ssibilidade alguma de escolha, por mais remota que fosse. Mudei, e cá estou, escrevendo para vocês.

Como Garcia, temo muito que só volte a ver meus amigos em aniversários e feriados, e às vezes nem isso. mas é a vida, ela é um porre, é um saco, é cheia de escolhas que você não quer fazer e os outros te empurram para o abismo que você não quer encarar. Mas não se pode parar no tempo, não se pode ignorar as coisas à sua volta. Um dia você envelhece, as pessoas a sua volta morrem, te preterem, te largam. Cedo ou tarde temos que aprender a caminhar com nossos próprios pés, e dói, não só em nós mas em quem sente a nossa falta - porquê, por mais que não acreditemos, sempre haverá alguém lá longe sentindo falta. Às vezes, parece que dava pra se matar de tanto esforço - trabalho, escola, o que seja - , mas no f
im tudo vale a pena, porque sempre haverá alguém como o Hotch, que nunca te substituirá e que deixará aquela porta ali aberta para todo o sempre, para quando quer que seja que você quiser voltar, e quando você puder voltar.

Essa deve ter sido oficialmente a menor e mais pobre review que já escrevi, mas mesmo assim dedico ela à Ísis, Victoria, Laura, Tavim, Douglas, Itamar, Vinicius, Paulinha e todas as pessoas que tornaram os primeiros 15 anos da minha vida os melhores que qualquer pessoa pudesse pedir. E que vocês estejam nos últimos 15.
Eu estou grata pelos anos que passei com esta família. Por tudo que compartilhamos, por todas as chances que tivemos de crescer. Eu vou levar o melhor deles comigo e me guiar por seus exemplos por onde eu for. Uma amiga me disse para ser honesta. Então aí vai. Não é isto que eu quero, mas eu vou pegar o caminho. Talvez seja porque eu olho tudo como uma lição, ou porque eu não queira seguir com raiva. Eu finalmente compreendo que há coisas que não não queremos que aconteçam, mas nós temos que aceitar. Há coisas que não queremos saber mas temos que aprender. E ainda há pessoas que não podemos viver sem, mas temos que deixar partir. JJ

1 comentários:

Anônimo disse...

Gabi, tá demorando para postar novas informações no blog. HEHUHEUHEE