"The Uncanny Valley"



Depois de cinco temporadas, o primeiro impulso de qualquer seriador é acreditar que a série se tornará repetitiva e sem inspiração. Porém, Ed Bernero (a mente por trás de “Third Watch”) me surpreendeu, mais uma vez, com um episódio que consegue unir o macabro por trás destes assassinatos à infantilidade da assassina.

A unsub foi um dos raros casos em que o assassino é mulher, mais especificamente do sexo feminino, já que alguns Dicésares já apareceram. Estranhamente, quando são mulheres que botam a mão no cadáver na massa, os casos se tornam muito mais complicados e fascinantes. Afinal, os homens matam para preencher uma fantasia sexual qualquer, enquanto as mulheres o fazem “apenas” por compulsão, capricho ou ironia do destino.

A demora de Prentiss em perceber que era uma unsub, que os cabelos eram perucas e que as vítimas se tratavam de bonecas de louça vivas (?!) e não modelos, foi um desbunde (UHUL @victorporoca). Gente, seriously? Tô começando a acreditar que trabalhar tão perto do Hotch tá fazendo muito mal à cabeça dela. Continua sendo uma personagem incrível, mas aquela Emily que grita “I can take it” faz tanta falta aqui quanto aquela Izzie que corta DAVs faz em Grey’s Anatomy. Prentiss, volta.

Rossi passou o episódio inteiro brisando, mofando e fazendo aquela cara de paisagem que ninguém merece. O caso do season finale poderia ser o assassinato dele, que ninguém se comoveria. As únicas coisas de útil que ele fez desde a 3ª temporada foi dar uma olhadinha na bunda da JJ com uma cantada medíocre e bancar o paizão da Prentiss em “Demonology” (enquanto, aposto, estava olhando pra bunda dela também). ¬¬’

Parece que as “pázadas” no cocuruto da JJ lhes fizeram muito bem. Ela anda meio profiler e isso a deixa menos mala. Próximo episódio de reféns que tiverem, tranquem-na com um católico desiludido e furioso, e deixem Prentiss grávida torrando no sol do deserto. É melhor assim, believe me. Menos espectadores sofrerão. A maioria, acredito, irá comemorar.

Não creio na forma como transformaram o Morgan em um mala. Tipos, ele realmente precisa ficar discordando de todas as teorias dos outros pra se auto-afirmar? Cadê aquele Rambo! Derek que arrebenta portas, explode ambulâncias, pega unsubs sobre trens em movimento, e só chama a Garcia de “Baby Girl”?

Aaron anda cada vez mais Hotch. Sério, impassível, durão, competente, centrado. Um Poderoso Chefão chefe, enfim. Quero ver só um caso envolvendo crianças a la season 3 pra ver ele e Prentiss unindo forças. (Tem certeza que foram só forças que eles uniram?)

Garcia é a melhor nerd ever, gente. Além de surpreendentemente boa em torrar qualquer firewall, tem as melhores referências pop da série. Prentiss, Morgan e Reid também têm os seus momentos CDFs, mas ninguém supera a analista mais amada do FBI. Afinal, citar Star Trek e William Shakespeare em poucos segundos e na mesma frase não é pra todo nerd.

Reid valeu pelo episódio todo. Por mais que Hotch, Morgan, Prentiss e até Garcia não tenham tido uma juventude lá muito tranqüila, Reid ainda nem alcançou os 30, nem teve tempo pra digerir as seqüelas que colecionou ao cuidar da sua mãe esquizofrênica enquanto se ferrava na escola por ser superdotado. A reação caótica – e até agressiva, diga-se de passagem – de Spencer ao descobrir que a unsub sofreu uma bateria de tratamentos psicológicos rudimentares para encobrir o abuso que sofrera do pai muito me agradou. Go, Reid!

Eu sempre tive medo dessas bonequinhas todas ajeitadas... E agora encontrei a justificativa.


1 comentários:

Hotch and Prentiss Brasil disse...

Oi! Gabriela

Adoro seu blog e a maneira como escreve. Amo vim aqui ler suas reviews. Parabéns pelo trabalho ;)