5x09, 5x10 e 5x11


Passadas as festas de fim de ano (e a preguiça que as mesmas nos proporcionam), trago a vocês um “reviewzão” de Criminal Minds, com meus comentários atrasados e no mais alto nível de canalhice a la #Seriadores possível sobre os últimos três episódios da 5ª temporada, exibidos ainda em 2009.

5x09 – “Playing God” / “100”

A essa altura, qualquer coisa que eu disser sobre o 100º episódio da série parecerá totalmente over e cópia de uma review qualquer. Mas eu sou fã louca E brasileira, portanto não desisto nunca. So...

O episódio foi simplesmente fantástico. Ao contrário de séries como Cold Case (cujo centésimo episódio foi tão importante que eu nem lembro qual foi) e Grey’s Anatomy (cujo hype foi tão grande que o epi ficou tosco), CM não elevou excessivamente nem subjugou este episódio, apenas fez algo quase inédito e um tanto raro em suas cinco temporadas: usou um storyline.

Chegou na 4ª temporada (mais especificamente, em “Omnivore”), nos deu um ótimo cliffhanger no quarto season finale e uma explicação igualmente boa para ele neste season premiere. Agora, no 100º episódio, matou a Haley (desejo declarado de todo(a) shipper Hotch/Prentiss, como eu) e foi morto na base da porrada pelas mãozinhas (aparentemente não tão) gentis do Poderoso Chefão Hotch. Sim, estou falando de George Foyet, aka Ceifador de Bosta, só pra agradar o Leo de Boston

Contar a história através dos reatos da equipe para a louca desalmada Strauss foi uma ótima idéia. Melhor que a idéia em si é ver o início do episódio após o final, para constatar como as coisas se encaixam perfeitamente.

Odeio a Haley muito mais que uma fã shipper pode odiar qualquer personagem, mas chorei rios na cena do telefone. E acreditem quando eu falo que ela merece todo esse ódio. Ela é mais odiada que a irRita de Dexter.

Ver Hotch louco, psicótico e homicida não é algo muito comum. O personagem de Thomas Gibson é sempre tão controlado que eu podia jurar que ele iria só algemar o George e arrancar uma confissão dele – como se precisasse de alguma...

Mas um Aaron estilo Morgan, dando e recebendo socos, tapas, chutes, facadas e agressões em geral não é lá tão ruim. Achei o maior desbunde (UHUL @victorporoca) não terem mostrado a obra prima escultura de massinha que Hotch fez do que restou do rosto do Foyet, mas a boca escancarada da Prentiss fala horrores.

No mais, o que posso dizer? Episódio incrível.

5x10 – “The Slave of Duty”

Desde a morte-não-morrida de Paulo e Nikki em Lost, só acredito pra valer em morte de personagem quando o enterram. Portanto, depois desse episódio, posso respirar tranqüila quando for apertar o play, sem medo de ver a canastrice e a cara feia da Meredith Monroe durante o episódio.

Em toda a trama do Hotch, levantei exaustivamente a plaquinha “Eu-Já-Sabia”. Claro que Aaron não iria largar o Jack Shephard? Pelo trabalho, nem vice-versa. Então, o meio-termo encontrado para a felicidade de pai e filho foi deixar o garoto com a tia bruxa da Disney anônima e nada parecida com sua finada irmã. Eu, particularmente, preferia que o lindo, tesão, bonito e gostosão titio Sean Hotchner se mudasse de NY para Washington. Ficaria mais fácil para o Hotch e faria muitos fãs mais felizes.

É claro que a trama do unsub ficou meio de lado e fraca, mas eu gostei mesmo assim. Principalmente porque, com aquela vitimologia, ficou bem claro que Emily Prentiss seria o destaque. E, quando Prentiss é o destaque, todo mundo sai ganhando.

O assassino da vez tinha como alvo mulheres que se encaixassem no perfil de sua noiva, que o “trocou” pelo seu padrinho de casamento: morenas, trintonas, bem-sucedidas e riquinhas da Silva financeiramente privilegiadas. Sendo manobrista, “hackeava” os controles das garagens de suas vítimas e usava os GPS para localizar a casa das mesmas. Quando as futuras defuntas vítimas deixassem a toca, ele lá adentrava sorrateiramente e planejava coisas “românticas” para se satisfazer embelezar os últimos momentos de suas vítimas com seu delírio apaixonado (oi?). Se a vítima não colaborasse, morria.

Como disse antes, gosto quando o foco é de Prentiss. E, nesse episódio, mais do que nunca, Emily refletiu a personalidade de sua “antecessora”, Elle Greenway, no momento em que deveria ter somente prendido o meliante. O (único?) ponto forte de Greenway era o mau temperamento, com um quê de violência, que a tornava uma espécie bizarra de Morgan de saias. Prentiss ruleiou, como sempre, mas isso não é motivo – nem explicação – para o “descontrole momentâneo” que ela vem tendo desde alguns episódios atrás. Mas isso já é assunto para o próximo episódio...

5x11 – “Retaliation”

Como disse, atoron perigon quando o destaque é da Prentiss – assim como Reid, ela é a melhor personagem da série. Para desviarem um pouquinho a atenção de Hotch, os produtores recorreram ao talento de Paget Brewster (mais diva que a Lady GaGa) e ao Curso Cold Case de Como Tentar Tirar as Coisas da Monotonia. Traduzindo: um acidente de carro.

Já nos cinco primeiros minutos do episódio, o unsub, que nem “un” (unsub = unknown subject) nem louco psicótico narcisista e megalomaníaco como todos os outros era, finge ter um ataque e consegue fazer com que seu “não-parceiro” o salve, acertando a caminhonete no carro da polícia e permitindo-lhe eliminar testemunhas. Porém, o “não-parceiro”, que se recusa a usar violência para seus fins e meios (só pode ser quarentão hippie, né), faz com que ele poupe Prentiss.

Daí em diante, o que se segue é um tanto confuso, até percebermos (leia-se: até eu me conformar de estar sem legendas) que a “motivação” do tal quarentão hippie “não parceiro”, um ex-policial, era descobrir o paradeiro da mulher e dos filhos, que foram raptados pelo unsub, o qual prometeu revelar-lhe o local assim que finalizasse sua “jornada sangrenta”. Bom, o tiro na testa que Prentiss mandou no unsub mudou um tanto as coisas.

Falando nela, Emily parece ter trocado de papel com Derek Rambo Morgan. Ele é agora o todo doce, gentil e bacaninha, enquanto ela tá rodando a baiana (que tosco, Gabi) em tudo o que vê pela frente. Pra mim, é tudo conseqüência do retorno de Jedi Hotch à liderança.

Com Aaron de volta à liderança da turminha do barulho equipe da BAU, Morgan aprendeu que socos e chutes não são a única forma com a qual ele pode arrumar as coisas, e Emily tem que arrumar seu jeito de lidar com as conseqüências emocionais da proximidade de seu futuro namorado chefe após o mesmo ter sido esfaqueado e perdido a ex-esposa. E a forma que ela encontrou para extravasar tudo isso foi na força bruta. #Medo.

Prova disso foi o tiro certeiro que ela mandou na testa do unsub. Se você, leitor, conhece a série como eu, reflita. A Prentiss de “Minimal Loss” não teria pulado em cima de Dylan McKay, UHUL! Ben Cyrus, pegado a arma dele antes que o mesmo ameaçasse atirar em Reid e se pouparia de uma surra. Mas a Prentiss de “Retaliation”, sim.

Pronto, já extrapolei minha cota de filosofia do dia. E você, o que acha?

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