"Haunted"

Pra começar, eu já não sei nem o que escrever. Pior, nem sei se isso é o bom sinal de antes. Não que o episódio tenha sido ruim, muito pelo contrário. Foi bom até demais, com as falhas habituais e totalmente humanas que dão um tom verossímil e incrivelmente superior à série; porém houveram muitas consequências de episódios anteriores para que qualquer perosnagem conseguisse manter o foco. Não só o que abalou Hotch e Reid foram os problemas, como também a demasiada preocupação dos outros em relação a isso causou hesitação, desorganização e, contudo, um final relativamente feliz para o caso.

O unsub da vez é Darrin Call, um quarentão torturado na infância, que fazia terapia para "desbloquear" as memórias infantis dolorosas e, ao ir comprar se remédio (o qual estava em falta), sente-se ameaçado por um vendedor com um estilete e mata todo mundo na farmácia num surto psicótico desencadeado pelas memórias.

Tudo me lembrou - e muito - de "The Big Wheel". Unsub traumatizado, sem rumo, com história de dar dó. No final das contas, nem é o unsub mais assombrado da série. Acho que esse posto permanece intacto a Tobias Hankel, da season 2. Infelismente, completamente descartavel. faz o caso, QUALQUER caso que a BAU pegasse afetaria o Hotch e, portanto, o rumo das coisas também.

Morgan age ainda mais perturbado que Hotch, só que de uma maneira totalmente diferente. Derek ainda se acha responsável, de alguma forma, por tudo isso, porcausa da história das credenciais e blá blá blá. Tudo balela. Pra mim, só uma forma de fazer o espectador se perguntar se Hotch está ou não capacitado para voltar ao trabalho. Sem dúvida, está exageradamente afetado, mas quem não estaria? Reid se envolveu com drogas, Garcia meio que se reprimiu emocionalmente, Prentiss passou por um breve período de negação e Hotch questiona tudo, revoltado. É apenas o jeito do personagem de lidar com a agressão que lhe foi dada. Spencer fora arptado, drogado e espancado; Penelope levou um tiro após um encontro; Emily apanhou de um, hã, "padre" para salvar o primeiro e, agora, Aaron foi esfaqueado no próprio apartamento por um assassino que caçava pelos útimos 10 anos. Resumindo a ópera: todo mundo se ferra nessa série.

Rossi age, de novo, como um verdadeiro tiozão bacana para a equipe. Primeiro, porque com Hotch totalmente sem consciêcia do que faz, a equipe estava mais sem rumo do que nunca e precisava de alguém para botar ordem nas coisas, e ainda que Emily teha agido brilhantemente no último episódio, ficou bastante na retaguarda agora que Hotch estava totalmente "de volta". Segundo, porque essa é a coisa mais útil que David pode fazer sem atrapalhar tudo e ganhando destaque ao mesmo tempo.

O resto foi resto, mesmo. JJ até deu uma de profiler, Reid totalmente incapacitado pelas muletas, Garcia quietinha no seu escritório fazendo o seu trabalho magnífico (que foi questionado por Hotch). Nada mais, nada menos, exceto por...

...Prentiss! Claro, tinha que ser. A persoagem de Paget Brester é sempre um enorme enormeponto de divergências entre os fãs da série, e com razão. Agora o novo ponto de discussão é sua aproximação com Hotch, que pde levar a um relacionamento sério e à realização dos sonhos de toda uma comunidade shipper. Ainda assim, muita gente julgou oportunismo, enquanto outros cnsideraram essa postura algo protetor. Como eu não sou de deixar nó em linha reta, vamos por partes. (momento "assumindo totalmente uma postura shipper e nada imparcial")

Primeiramente, é incrivelmente óbvio e natural que seja Prentiss a ficar de olho em Hotch. Não só porque foi ela quem o acopanhou durante toda a confusão do episódio passado, de ser esfaqueado e perder Haley e Jack daquele jeito. Foi mais porque, anteriormente, ele estava lá quando ela precisou, mais especificamente em "Minimal Loss" e "Demonology". Não foi nem de longe tão protetor e excessivamente cuidadoso como ela, mas foi o suficiente para reforçar o respeito mútuo que cultivavam desde "Children of the Dark".

Em segundo lugar, Aaron e Emily haviam se conhecido ANTES de ele entrar na BAU e pouco antes de ela terminar Yale. Portanto, toda essa aproximação bastante suspeita (e, por mim, com uma futura explicação muito bem aguardada) pode ter tido algum início lá em (aproximadamente) 1995, quando os dois se conheceram. Só eu quero ver como foi isso?

Terceiro e último, os dois são, basicamente, os mais velhos e mais maduros da equipe (Rossi não conta, afinal, é só um encosto). Ainda que já tenham tido conversas mais sérias com outros personagens, não seria a mesma coisa que interagirem entre si. Como se não bastasse, Paget Brewster já declarou que gostaria de ver um relacionamento de sua personagem com o chefe da equipe, e Thomas Gibson já disse que florescerão certos interesses românticos entre a equipe ainda nesta temporada.

No mais, é ("só") isso. Acredito eu que teremos uma temporada bastante emotiva, e uma daquelas que prende o espectador do início ao fim.

8 comentários:

Debora disse...

Ao contrário da maioria, todos estes comportamentos conturbados, toda a amargura e impulsividade dos personagens não me incomodou, achei, como comentei na comunidade do CM, tudo muito coerente com o perfil de cada personagem, todos estão agindo conforme o esperado numa circunstância como a ocorrida.Embora entenda que incomode ver nossos heróis sofrendo e agindo desbaratadamente, acho que isso traz uma dinâmica maior à estória e a torna mais real, mais humana.
Que venham os próximos epis.
Bjinhos,
Débora

Aiade Guerra disse...

Eu ando bem satisfeita com o andamento da série, tá mostrando todo um processo de recuperação (ou não) depois de um cliffhanger devastador.

E eu acho muito bom você lembrar que Hotch e Prentiss já se conheciam, mas segundo ele, desde o colégio ele soube que casaria com a mala da Haley...

E como o Rossi anda sendo elogiado, hein?! Vamos ver se ele vai continuar equilibrado desse jeito no próximo episódio, que é centrado nele.

Ah, e eu também percebi que a JJ anda mais profiler !!!

Silvinha disse...

Acho triste quando chamam a Emily de oportunista, li isso por aí, que ela estaria toda boazinha pra ajudar o Hotch porque na verdade ela quer o lugar dele! Aff!!

Eu acho que ela é a pessoa certa pra ajudá-lo neste momento. Ela não o pressiona e conversas com Morgan, por exemplo, não adiantariam porque o Morgan iria colocar em dúvida a capacidade dele de liderar. Além disso, o Rossi sabe que a Emily está assustada também, foi ela quem descobriu tudo, e é importante pra ela estar ao lado do Hotch neste momento porque ela tem esse jeito de não cobrar, mas está ali pro que ele precisar.

Arlete disse...

Concordo com a Silvinha, o interesse da Emily é verdadeiro, não tem "segundas intenções". Ela sabe que o Hotch é referência, é o pilar da equipe, no momento este pilar precisa de sustentação e o que ela está tentando fazer é demonstrar que ela está ali.
Neste episódio o Hotch acertou em todas as decisões, convenhamos, a informação sobre o estado mental do unsub era de fundamental relevância, a Garcia pisou na bola ali (não me matem porque amo a Garcia), lógico que não justifica o tom ríspido que o Hotch usou com ela, mas parecia que todos estavam tão preocupados com o Hotch que deixaram o caso de lado..Enfim, como eu já disse, adorei o episódio, estou adorando esta temporada.
Beijos!!!

Loony Reid disse...

YES YES YES

Silvinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvinha disse...

Arlete, em condições normais o Hotch diria pra Garcia puxar a ficha médica do Unsub e só. Acho que até aquele momento eles nem sabiam que o Unsub tomava medicamentos controlados. Eu não tenho certeza, mas acho que não é protocolo levantar a ficha médica de todos os Unsubs que eles investigam, então, pobre Garcia, ela não poderia adivinhar.

Interessante que dentro da farmácia o Morgan pergunta ao Hotch se ele quer conversar e ele: "Não!"

Mas enfim, ninguém é de ferro, nem o Hotch que aparenta ser.

Celia Kfouri disse...

Ótimos comentários.

Nossa, que exagero alguém achar que a Prentiss está querendo o lugar de Hotch e por isso a aproximação dela (como foi dito aqui nos comentários). Que viagem.

Eu, que nem ligo para esse possível envolvimento dele (na verdade, preferiria que nao acontecesse por vérios motivos), nao diria isso nunca.

Concordo que o papel do Morgan, ao questionar insistentemente o estado de Hotch, era o de dar voz ao espectador, que tinha as mesmas dúvidas.

Na verdade, os remédios do unsub nao estavam em falta. Apenas nao havia autorização do médico para que fornecessem um 'refil', porque eles haviam decidido suspender a medicação. A balconista acessou a ficha dele, em que constava esse histórico de medicamentos controlados dele, seu médico, etc, e viu que a informação era "no refills available".

Mas vamos adiante, esperando um 5x03 ainda melhor!