Destrinchando Criminal Minds


Enquanto não chegam spoilers para matar a curiosidade e enquanto o midseasdon nos detona, vou fazer uma série de posts aqui no blog, mas nãoi só sobrfe Criminal Minds, mas sim sobre séries policiais em geral, analisando-as e passando minhas impressões gerais. A primeira dessa série de posts não podia ser outra senão aquela que deu origem a esse blog...

O piloto da série é basicamente uma obra-prima. Tem aquele tom corrido, cansativo de piloto de série policial que ninguém entende e todo mundo critica, mas para explicar tudo direitinho e para apresentar devidamente todos os personagens, passando uma imagem já definida deles.

Somos apresentados ao veterano Jason Gideon, o eterno chefe que ninguém esquecerá (por mais mala que seja). Aaron "Hotch" Hotchner, o chefe sério, casado, sem uma gota de senso de humor, e que todos almejam ser. Derek Morgan, um quase-Rambo, womanizer e que todas adoram. Dr. Spencer Reid, um nerd superdotado com uns três PhDs sem um mínimo de habilidades sociais. Jennifer "JJ" Jareau, a oficial de telecomunicações hipersensível e um tanto malinha. Penelope Garcia, a técnica de computação nerd, super bem-humorada e bacanérrima. Elle Greenway, a clássica policial traumatizada que usa a profissão para vingar-se e tentar superar seu trauma (fórmula repetida em sua sucessora, cujo desempenho foi claramente melhor).

Já na primeira temporada, começamos a sofrer uma baixa: Lola Glaudini, a intérprete de Elle Greenway, dizia ter cansado-se de morar em Los Angeles. A solução que encontraram foi envolver a personagem no cliffhanger - levar um tiro do serial killer Fisher King (Rei Pescador) - e embromá-la por mais alguns episódios. Estranhamente, isso levou a uma das mais brilhantes substituições na história da TV americana.

Emily Prentiss. Ao contrário da maioria das substituições meio improvisadas das séries, a personagem de Paget Brewster não foi simplesmente jogada de pára-quedas no meio da trama. Ainda não havia, na segunda temporada, aquela interação que temos hoje, na quarta e rumo à quinta. O crescimento da personagem foi o mais notório dentre todos os seis pertencentes ao elenco, mas isso é coisa para outro parágrafo.

Na S1, repetem exaustivamente a fórmula do piloto. Na S2, já é hora de ampliarem os horizontes... E é aí que a coisa pega. Reid é raptado e acaba viciado, e isso serve de mote pára o desenrolar da trama. No final de temporada, o serial killer Frank, obcecado por Gideon, volta e mata Sarah, sua esposa/namorada/amiga/whatever, o que culminou na saída de Gideon. Novamente, culpa do intérprete. Mandy Patinkin, um tanto estrelinha e muito egocêntrico, dava ataques de pelanca no set e irritava o resto do elenco, a equipe, e todo mundo mais. Beleza, a oportunidade perfeita.

Aí veio a 3ª temporada e, com ela, as duras críticas. Com a saída de Patinkin, alguns céticos diziam que não durariam três meses. Bom, não só duraram esses três meses como chegaram até a 5ª temporada, não?

O elenco se virou surpreendentemente bem sem Mandy. Os cinco primeiros episódios da temporada são alguns dos melhores da série. "Seven Seconds" e "In Name and Blood", principalmente. E é aí que, como disse anteriormente, Emily Prentiss começa a ganhar destaque e se tornar minha personagem preferida.

Com um cliffhanger chocante, a 3ª temporada começa a abrir alas para a brilhante 4ª. Hotch, agora já separado da malíssima Haley, começa a se mostrar mais do que um mero chefe sem humor. David Rossi, que substituiu Jason Gideon, começa a assumir a posição de "mentor" do pessoal, principalmente de Hotch e Emily. Ela tem, inclusive, alguns dos melhores momentos da série, balanceando entre o sarcasmo e o drama. A perda de Matthew Benton nos deu uma nova perspectiva sobre quem ela é, quem ela quer ser, e quem ela deveria ser.

Agora é a expectativa pela 5ª temporada. Hotch morreu ou não? George Foyet e seus deals nos aguardam em Setembro.

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