"Conflicted"

By Gabriela Spínola

O título já entrega grande parte da essência do episódio. Porém, ainda assim, a primeira incursão de Jason Alexander em Criminal Minds por trás das câmeras revela-se o "Masterpiece" que esperava que sua incursão na série como ator fosse.
Uma série de assassinatos de jovens estudantes no recesso da primavera (aqui conhecido pelo nome de "Semana do Saco Cheio") mostram-se relacionados a Adam Jackson, um rapaz com histórico de abuso físico na infância que aparentemente sofre de dupla personalidade. Para coroar, tem ficha policial, é socialmente retraído e submisso a Julie, "amiga" (vai entender) que o tirou do fundo do poço. Quase um Reid da vida.

Aliás, o episódio abre um enorme parênteses para refletirmos sobre a semelhança entre Reid e Jackson. Se Spencer não tivesse resistido ao vício depois de ser raptado por Tobias Hankel, onde (e como) ele estaria agora? A equipe ainda seria a mesma, Gideon teria continuado? Lembrou-me das revistas da Marvel (e, por vezes, as da DC também) em realidade alternativa, por exemplo como seria a vida do Homem Aranha se tivesse salvo Gwen Stacy a tempo, ou o Quarteto Fantástico com o Homem-Aranha como o 5º integrante. Ou se a nave do Superman tivesse caído na URSS ao invés dos EUA.

Resumindo a ópera, um mínimo detalhe poderia mudar todo o curso da história. Inclusive, tecla essa batida por mim várias e várias vezes em relação a Lost, como, por exemplo, se Charlie soubesse que teria uma chance de viver para contar a história, e sair da Ilha com Claire e Aaron, ele teria se sacrificado? Acho que não. Acho, aliás, que talvez os grupos de Jack e Locke nem teriam se separado, e que talvez Ben não tivesse matado Keamy pois não haveria necessidade de ir até a Orquídea e, por consequência, o cargueiro nunca teria explodido e a história não teria ficado assim tão confusa. Ok, off-topic já feito, voltemos ao episódio.

Prentiss e Morgan, que andavam bem apagados ultimamente, literalmente brilharam nesse episódio. Ela, aliás, parece estar aos pouquinhos tomando pra si a função de líder da equipe, juntamente a Hotch... Morgan chega a pedir permissão para ir fuçar na casa do pai de Jackson, o que é meio estranho, mas encaixa-se totalmente na interação fraternal entre os dois.

Este episódio foi tão caprichado, que todos os personagens tiveram sua dose de destaque. Até a JJ (malíssima, como sempre), teve seus "15 segundos de fama". Que, aliás, ostentaram uma das melhores quotes do episódio: "Bem, universitários bêbados não ficarão exatamente felizes se advertidos quanto a falar com estranhos, não?"

O maior destaque no episódio é, defenitivamente, a participação de Jackson Rathbone, o Jasper Hale de "Crepúsculo", como o esquizofrênico Adam Jackson. Simplesmente brilhante, e muito melhor que o reles coadjuvante-muleta que foi no filme dos vampirinhos apaixonados. Caracterização muito boa, e dava para sentir o quão atormentado seu personagem estava.

Vale a pena lembrar, também, que um dos maiores hypes em torno de Criminal minds são as participações especiais. Ainda mais, grande parte do elenco já era conhecido por papéis de destaque antes de entrar na série. Mandy Patinkin em "Dead Like Me", Thomas Gibson em "Dharma & Greg", Shemar Moore em "The Young and the Restless", Paget Brewster em "Huff", AJ Cook em "The L Word", e Nicholas Brendon (o Kevin) em "Buffy". Já tivemos Siena Guillory, Luke Perry, Jeff Fahey, Currie Graham, Jason Alexander, Mitch Pileggi, Cybill Shepherd, Bruce Davidson e, agora, Jackson Rathbone e Roma Maffia. Tudo isso "só" nessa temporada.

Gostei, e muito, desse episódio. Criminal Minds só está esquentando a pista para o 4x22 "The Big Wheel" (que contará com mais uma participação especial, dessa vez de Alex O'Loughlin, ex-Moonlight) e, depois, para o season finale, que promete.

Cheers! \o/

3 comentários:

indieseries disse...

Conflicted trouxe Criminal Minds de volta aos excelentes episódios (House On Fire foi "só" bom, coisa que outras séries penam pra ser).

Os pontos fortes foram sem dúvida a participação de Jackson Rathbone que superou qualquer expectativa minha quanto a sua competência como ator. E o roteiro e direção, que sempre são destaques na série.

Detalhe, tive que rever a cena do Morgan e da Prentiss que vc citou, realmente, ele olha buscando aprovação, e ela da a ordem "Go!!" mesmo com Hotch ao seu lado. O espírito de liderança é algo natural de sua família :D

euseries disse...

Jackson Rathbone estava brilhante. É sério, não dava nada por ele, mas ele brilhou e mostrou que é bom, extremamente promissor.

Senti pena somente da Roma Maffia, meu grande chamariz para o episódio que não passou de uma participaçãozinha meia-boca. Se eu fosse um dos produtores de CM esqueceria essa partipação dela e criaria um episódio somente para ela com uma unsub. [/fã louco]

Celia Kfouri disse...

Olá, Gabi!

É aqui que vc passará a fazer seus comentários? Já adicionei aos favoritos!

O episódio foi bem acima da média e o ator (que eu nunca tinha ouvido falar e em gravei o nome - isso é o que eu chamo de generation gap!) que encenou Adam-Amanda foi admirável.

E eu adoraria ter a chance de ver um episódio sequência, em que Reid conseguisse fazer Amanda ceder lugar para Adam, ou melhor, para que ela voltasse a ser apenas uma parte dele.

JJ malíssima (2).

Bom, apareça lá no blog.
E até o próximo episódio!