"The Big Wheel"


By Gabriela Spinola


O tempo estava tão acirrado esta semana que nem postei o press release ou o promo. Mas esse episódio correspondeu a todas as minha sexpectativas, e ainda as excedeu. Alex O'Loughlin, mesmo tendo sido o protagonista de "Moonlight", nunca atuou tão bem assim nem na própria série. Foi o unsub que faltava na série desde Tobias Hankel - ao mesmo tempo, assustador e cativante.



Alex interpreta Vincent, um homem bastante perturbado, claramente obsessivo-compulsivo, e que obviamente cometeu um crime... Antes fosse só um. Pra começar, o cara viu o pai matar a sua mãe, obviamente sofreu transtornos psicológicos pelo resto da vida, até que um certo dia resolve repetir o que viu com a esposa, na frente do filho - cego.



O episódio passa-se em grande parte pelo ponto de vista de Vincent, e é isso que o torna ainda mais interessante. Ver os tiques dele, as neuras, e eticétera, pelo ponto de vista dele e não da BAU o humanizou de uma forma que nem o Jonny McHale de Frankie Muniz em "True Night" (primeiro episódio da série passado em um diferente ponto de vista) conseguiu. Tentou, mas não conseguiu.



A relação dele com o filho cego, que fora mandado para uma casa adotiva, é o ponto alto do episódio. O garoto presenciou o assassinato da mãe mesmo sem se dar conta do que (não) viu, e não fazia idéia alguma que seu pai fosse o assassino. Stan, filho de Vincent, tem os mesmos tiques que o pai (e é interpretado pelo Jake Cherry, de "Desperate Housewives", em que era o filho da finada Edie Britt).



Claramente, Morgan foi o que mais se envolveu com o caso. Foi, aliás (se não contarmos JJ), o único personagem que não teve um episódio centrado. Ter teve, e foi "Brothers in Arms", mas não foi muito legal não. E ele só foi o destaque porque Prentiss arrasou no episódio anterior (humilhar o resto do elenco todo episódio é meio exagero, né Paget?), e porque Reid ficou enfurnado no escritório com as garotas.



Mas um episódio com um ponto de vista diferente é suficiente para causar toda uma revolução na série, no jeito de a analisarmos. Vejamos bem: Criminal Minds perdeu CINCO roteiristas, que ficarão na série só até o final da temporada, e entre estes cinco estão alguns que escreveram episódios marcantes e muito, muito importantes. Mas Ed Bernero e Jeff Davis mergulharam MUITO na fonte da criatividade ao criarem a série, e acredito que isso não faltará pelas próximas temporadas.



Nunca fui de chorar em séries. Chorei em Lost, quando o Charlie morreu, porque adorava ele e o Dom Monaghan era o alívio cômico da série, com o Jorge Garcia. Chorei litros em Grey's Anatomy, quando Denny Duquette morreu, porque Izzie estava toda arrumadinha, iludida - coitada - e porque aquela música de fundo, "Chasing Cars" (do Snow Patrol), é de cortar o coração em questão shippers.



Mas nunca - repito, NUNCA - chorei com uma série como ao ver este episódio. Cheguei a me emocionar várias vezes com esta série, como quando Reid foi capturado por Tobias Hankel, e como Prentiss revela a Rossi aquele seu, hã, "segredo". Mas foi de cortar o coração ver o menininho cego, ouvindo seu pai "confessar" o assassinato de sua mãe, enquanto vive seus últimos momentos vendo a paisagem urbana do topo de uma roda-gigante.



E a cereja no topo foi o fato de meu release do epi ter saído sem final. Só aparecia o garoto perguntando ao Morgan, "ele matou minha mãe"?, e... Tchuns, acabou.



Doeu, mesmo. Sei lá se é meu lado sentimental desabrochando ou se simplesmente foi assim tão triste. Mas marcou, sim.

"Backbeat, the word was on the street
That the fire in your heart is out
I'm sure you've heard it all before
But you never really had a doubt
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

And all the roads we have to walk are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how"

"Wonderwall", by Oasis (written by Noel Gallagher)

5 comentários:

Mary Joe disse...

Querida, vc acompanha essas séries muito melhor do que eu, mas me permite uma correção?
O Vincent naõ era pai do garoto cego não. Alguém fala que o pai da criança morreu em um acidente de carro e por isso quando a mãe foi morta, ele foi para a adoção.

Acho que o Vincent se apegou ao garotinho por lembrar muito ele mesmo na idade em que viu o pai matar a mãe.
No mais, adorei seu texto.

Camila Telcontar disse...

Realmente, Vincent conheceu o garoto depois que assassinou sua mãe, num programa de ajuda.
Ele nem tinha ideia da existência do garoto até matar a sua mãe.

Foi realmente um episódio emocionante, nas cenas finais meus olhos também encheram de lágrimas. Apesar de ver algumas pessoas que não gostaram do episódio, eu gostei bastante.

Agora vamos esperar os próximos episódios né?

Abraço.

sara disse...

é a 1 vez que venho a este blog e vejo que esta muito actualizado :D acabei de ver este episodio (agora vou ver o 23 hheeh) e tenho que dizer que gostei muito.. especialmente pela participação de alex o loughlin.. tambem acho que intrepertou muito bem o seu papel e melhor que em moonlight.. alem do mais ele é muiiito giro xD hehehe

espero que o blog continue, está muito bom : )

Gabriela Spinola disse...

Camila e Maria, é mesmo... Acontece que a #superfail foi culpa da minha cisma de ver o epi sem legendas.

Sara, obrigada por visitar o blog! Continue vindo aqui ;D

Gabriela Spinola disse...
Este comentário foi removido pelo autor.