"Omnivore"


By Gabriela Spinola


Primeiro, preciso deixar claro que assisti esse episódio sob o efeito de "Demonology". Portanto, nem tudo o que eu escrever aqui pode fazer total sentido para vocês (tavez nem mesmo para mim).

Antes de nada mais, adorei o episódio. Aaron Hotchner, desde a primeira temporada, era aquele típico caso de chefe sério e pintegro, que nunca perdia a calma, ou a paciência, e com isso conseguia se manter longe de seus sentimentos, evitando que estes lhe afetassem no trabalho. Nesse episódio, assim como no anterior, vemos a prova de que o tempo é capaz de mudar as pessoas, assim como a forma de vêem a si mesmas.

Em "Omnivore" (título que só faria sentido literalmente se o unsub fosse um canibal vegetariano), Hotch junta a equipe para investigarem um caso de um serial killer, de 1999, que parou de atacar por 10 anos e subitamente, voltou, sem mais nem menos, impondo um "acordo" entre ele próprio e o detetive encarregado do caso naquela época (falando assim parece que fazem séculos), o que não fez muito sentido para mim porque assisti sem legendas. Daí para descobrirem que o unsub era a vítima que havia sobrevivido, foi uma evolução enorme no episódio.

Quando o unsub atacou Morgan, cheguei a pensar que ele ia morrer. MESMO. Houve aquele suspense todo, e talz, e por mais que eu adore o nosso "Criminal Rambo", acho que seria um "momento BUM" do qual toda série precisa. Mas não gostaria de vê-lo morto, foi só o calor do momento.

Ver Hotch - que tinha um certo envolvimento pessoal com o caso - desabar, me desceu a mesma sensação que ver Prentiss do mesmo jeito no episódio anterior. Aliás, "Omnivore" tem muitas semelhanças estruturais com "Demonology". A primeira, e mais óbvia, são os personagens centrados, e o envolvimento no caso. Contudo, a grande diferença é que Prentiss não conseguiu se manter e às suas emoções (ou, em outras palavras, a enorme vontade de descarregar a culpa por quem ela tornou Matthew, e por quem ela mesma se tornou por consequência dos fatos). Já Hotch, simplesmente se sentiu culpado por ter 10 anos para pegar o cara e não ter conseguido, o que lhe deu uma sensação de incapacidade plausível e crível, mas ainda assim inexistente (só que ele não sabia disso). E ah, o timeline de Prentiss foi de 20 anos, o dobro do tempo para poder salvar Benton. Não me admira que ambos se sintam culpados...

Não quer prolongar esse post, porque não tenho muito o que falar. Tudo o que queria falar - e o que precisava falar - é que amo o Hotch, e que ele realmente provou o quão bom líder ele é. E, mais uma vez, vejo numa série (não só em Criminal Minds) a já comprovada história de que os acertos nos tornam melhores, mas os erros nos tornam quem somos. Isso já foi dito no último episódio, e agora neste. Tem como errar com essa fórmula?

E mais: porque Prentiss apareceu tão pouco? Por mim, ou ela teria mais do que as três falas que teve, ou ela tiraria uma folguinha e só apareceria falando alguma coisa sobre uma teoria mirabolante referente ao caso com Hotch, no celular. De preferência lendo "O Guia do Mochileiro das Galáxias" deitada no sofá ouvindo "Cigarettes & Alcohol" (#sarcasmo)

0 comentários: