"House on Fire"


By Gabriela Spinola

Nem de longe tão badalado quanto os dois episódios anteriores, "House on Fire" levou a série de volta ao formato comum da investigação ("procedural drama"): convite da polícia local, investigação, cena do crime, profiling, etc. E nem assim foi um episódio formatadinho seguindo a "ordem" da série como na 1ª temporada, Quando Elle Greenway ainda estava no time (e quando o público ainda a achava bacana).

Um jovem literalmente excluído da própra cidade após ultrapassar a linha do amor fraternal pela sua irmã após a morte dos pais, resolve "buscar vingança" anos depois, matando vários dos cidadãos que se viraram contra ele e sua irmã em incêndios.

Meu comentário vai ser bastante breve sobre esse episódio, porque já faz um bom tempo que o assisti. Mas, ainda assim, não achei que foi um ÓTIMO epi como os últimos dois. Talvez porque não foi centrado em nenhum personagem, talvez porque não tenha levantado nenhuma pergunta "intrigante" ou, no mínimo, interessante (a culpa era da água benta? Cooley era o pai? Alguém perdoou o cara por causa daquele beijinho chinfrim no final?), ou talvez porque não houve nenhum motherfucking cliffhanger (juro que xinguei o PC de tudo quanto é nome quando "Omnivore" acabou, fiquei no vácuo tentando adivinhar o que acontecera, se o unsub vai "se vingar" de Hotch, e por aí vai...). Mas foi bacana.

Garcia nunca teve um grande momento na série. Seu ápice foi em "The Fisher King", quando o unsub maluco hackeou o PC dela colocando na tela a frase "All Work no Play" (de "O Iluminado", frase que já virou cult), e em "Lucky" e "Penelope", quando levou um tiro. Nesse episódio, ela ultrapassa a linha que a separa, por assim dizer, do resto da equipe (o fdato de não ser uma profiler), e age com toda a força - aliás, muito mais que JJ que graças à malíssima Jordan Todd, teve o "trabalho forçado" mais valorizado.

Não esperava nada mais que a compreensão de Hotch. Aliás, Garcia e Prentiss foram as únicas personagens de toda a série que já receberam algum apoio de Aaron (tinha a Haley, mas eram casados, então não conta). Ele não ajudou Gideon com a coisa do colapso nervoso, nem aprovou a atitude de Greenway (ninguém apoiaria, mas se por algum acaso quisessem dar uma chance a Lola Glaudini de ficar por alguns epis a mais, Hotchner poderia ser mais gentil). Não ficou pageando Morgan em "Profiler, Profiled" como Gideon. Não ficou todo emotivo, como aconteceu com JJ, por causa da abdução de Reid (mas ela tava lá, né, ÓBVIO que ia se sentir culpada. E ainda foi descarregar o ódio tirando sarro de Prentiss, que contornou a coisa toda maestralmente).

De início, Hotchner mostrou-se hesitante quanto a sua posição vulnerável que ocupou em "Demonology" em relação a Prentiss, porque percebeu que a pessoa que estava defendendo não era a agente federal decidida que conhecia, mas sim a jovem solitária e vulnerável que viu em Matthew Benton um "wonderwall". Passou pela mesma coisa em "Omnivore", ao tratar de um caso extremamente pessoal que trazia à tona o Aaron de dez anos antes - o Aaron que ainda era casado, que ainda sabia delegar o trabalho para ter um pouco de vida social, o Aaron que havia entrado para a BAU - , e logo percebeu que Penelope estava passando pela mesma coisa que ele e Emily.

Enfim, o episódio poderia ser melhor. Cadê o Reid, gente??? ¬¬'

1 comentários:

jackie disse...

É não foi um dos melhores, mas gostei de ver a Garcia dando uma de profiler foi ao menos "diferente".

De fato, o Hotch deu uma atenção especial para a Garcia no final, acho que muito mais do que a Emily. Pq no fundo ele sabia que a Emily teria forças para superar aquele desafio.

Quanto ao Reid... ele tem dado pouco do seu talento, né? Esperamos que ele mostre nos próximos episódios que nos restam dessa temporada.

Até mais, Jackie.