Detalhes do 4x17

Lá vái...

- O carro de Prentiss na cena inicial realmente pertence a Paget Brewster. Aliás, a data de exibição de "Demonology", 11 de março, foi uma homenagem (provavelmente) aos 40 anos dela, comemorados no dia anterior.

- Dá para perceber, a partir do momento em que Emily vê Johnny (apelido que, aliás, só é usado por ela uma vez), que ela não gostou da idéia de se reencontrar com o velho amigo. Isso, reforçado ao final do episódio, leva a entender que Cooley seja pai do filho de Emily. Afinal, ele se desesperou e só recobrou a consciência quando a viu e a abraçou, ainda com 3 membros amarrados, mas se realmente se imporasse e se não sentisse culpa, o "last kiss" (lembram da música?) teria sido um "Last Kiss" e não aquela tristeza toda.

- De algum modo, o padre que Rossi foi consultar, Jimmy, sabia que Prentiss tinha recebido a informação da morte de Matthew por um modo duvidoso.

- Prentiss encarando a noiva de Patrick Cavanaugh foi uma prova da tentativa fracassada da agente de negar a si mesma que estava sofrendo porque seu melhor amigo morreu.

- Quando apresenta John a Rossi, Prentiss diz que ele era um amigo de Matthew, não um amigo deles. Duvido seriamente.

- Enquanto no terreno baldio, Rossi meciona "O Exorcista", que já foi citado diversas vezes na série, inclusive em "Lucky", quando estao todos no avião, JJ começa a especular desnorteadamente sobre o crime baseando-se no filme.

- Não sei se é isso mesmo, as quando Rossi pergunta para Prentiss "What's the story?", essa é uma expressão comummente usada na Inglaterra e na Irlanda, popularizada pelo título do 2º álbum do Oasis. Lá, quando se pergunta "What's the story?", a resposta (sendo um cumprimento comum entre adolescentes dos anos 90) , é "Morning glory", expressões que, juntas, formam o titulo do álbum.

- Repare bem: Prentiss consegue passar o episódio inteiro sem chorar, porém aparece várias vezes com os olhos marcados e vermelhos. Chorar mesmo só no final, após tirar a foto do "trio parada dura" (Matthew, ela e John, respectivamente, na foto) em Roma, e antes de o nariz sangrar.

- Algum coração de pedra conseguiu se manter sério diante da "confissão" de Emily? Eu não. Acabei com as minhas unhas. E Paget Brewster soube muito bem como traduzir essa angústia e raiva toda presente na personagem para uma atuação perfeita e impassível. Emmy, oi?

- Durante grande parte da sua aparição no episódio, Paul Silvano parece reconhecer Prentiss. Meu chute: ele fazia parte da mesma congregação romana que Emily e Matthew enquanto adolescentes.

- Padre Silvano diz a Prentiss "Você realmente conhece o poder do mal. Tem lutado contra isso há muito tempo. Ainda reza?". Além de só reforçar o tópico anterior, leva a entender que Emily esconde alguma outra coisa de seu passado além de ter abortado aos 15 anos.

- Quando o padre fala 'The storm is almost over", refere-se não só a uma nova vítima (John), como também a uma famosa frase de Paul David Hewson: "Through the storm we reach the shore, you give it all but I want some more" ("With or Without You") . Bom, pelo menos eu acho.

- Na cena do interrogatório, vê-se claramente que Prentiss não aceitou a idéia da forma como Matthew morreu, coisa que é realçada na conversa com Andrea e Thomas Benton, quando ela, incrédula, recusa-se a acreditar que Tom tivesse assistido à morte do filho sem fazer nada. Ironicamente, ela e Cooley fizeram o mesmo pouco mais de 20 anos antes.

- Quando Morgan tirou Silvino do quarto, John Cooley gritou: "Não o proteja, ele não lhe protejeu quando era um garotinho..." Estaria ele falando de Derek, de Benton ou (metaforicamente) do suposto filho? Ou talvez da própria Prentiss? Creepy...!

- Aaron literalmente arrisca a certeza, o conforto e a segurança do emprego e da carreira por Emily. Passou por cima do Departamento Nacional, e inclusive do governo italiano. Teve gente que achou que ele não fez mais do que seu dever, mas eu particularmente acho que ele quis sacrificar aquilo tudo por Prentiss. Olhou hesitante para a janela (ou seja, Prentiss) antes de ligar para o Departamento Nacional. Se ele estava só retribuindo o favor dela em "In Birth and In Death", não sei. Mas arrasou assim mesmo.

- Por fim, vou explicar a interpretação que tive do "segredo": não é uma explicação totalmente detalhada e crível para a frieza exagerada, o ceticismo e o sarcasmo bem-equilibrados de Emily Prentiss, mas explica a zica dela com crianças. Engraçado que, em "Children of the Dark", JJ diz a Prentiss que ela seria uma ótima mãe (e no final das contas é a loirinha quem engravida). Ironicamente (not), quando teve a chance, desistiu.

Que venha "Omnivore"! (Tô com medo que, depois de um episódio ótimo, eles acabem errando na mão... Mas isso nunca aconteceu antes, então tá bom.)

1 comentários:

Thais Afonso disse...

Gabi, você consegue relacionar qualquer coisa ao Oasis e ao U2, mesmo que não tenha nada a ver, rsrs. Post muito bom o seu. Também acho que o John é o pai do filho da Prentiss, e também acho que o aborto não explica muita coisa sobre a personalidade dela. Não explica a facilidade dela em sair de um escritório e ir trabalhar com a BAU, vendo as coisas horríveis que eles veem, não explica como ela consegue apanhar tão bem. Talvez explique o quê diz ao Hotch no 4x09, sobre ter namorado caras bem piores que o Viper, mas eu não tenho certeza.