"Zoe's Reprise"

By Gabriela Spinola
Ainda que enrolada pelo feriadão tão aclamado, finalmente essa review saiu.

Episódio bom, até bacaninha. Não voi assim tão bom porque foi centrado no Rossi, e eu simplesmente não simpatizo nem um pouco com o Rossi. Mas a trama do crime foi extremamente bem arquitetada.

Rossi, em mais uma de suas palestras sobre mais um de seus incontáveis livros, conhece uma jovem estudante de criminologia, Zoe Hawkes, que acredita na possível existência de um serial killer na cidade. Conta sua teoria para David e, CLARO, ele não acredita. Simbolicamente, ele lhe diz "não desista até encontrar as respostas que está procurando"... Bom, literalmente.
A inteligente resolveu levar seu ídolo ao pé-da-letra e lá foi, toda serelepe, à uma das cenaqs do crime, e dá de cara com nosso ilustre UnSub já no início do episódio, sem sequer fazer idéia de que estava à beira da morte. Claro, acaba morta, e Rossi passa o episódio inteiro se culpando.

Então, lá vai a BAU tentar estabelecver a conexão entre os assassinatos, e chegam à conclusão de que se trata de um copiador, que usa M.O.s de diferentes serial killers, simplesmente porque ainda não encontrou sua "identidade". Ah, se esses adolescentes em crise resolvessem matar alguém, dava pra excomungar a humanidade.

O unsub acaba por se descobrir um estrangulador, e, a partir daí, tudo o que precisam é de uma amostra de DNA para ligar a pessoa aos crimes... O encontrado? Saliva. A interpretação? Uma doentia forma de verificar quando a vítima perde a vida, da mesma forma que uma mãe verificaria a febre de sua criança. Doentio? Não só isso, como também sádico e frio.
O unsub se ferra de vez quando o Reid, genial como sempre, descobre onde as outras vítimas estão através de figuras na casa e no computador do maluco. Agora, a ausência de Prentiss e Morgan é compensada numa cena surpreendentemente estranha e, ainda que não pareça, engraçada.

Descobrem onde o unsub está, vão pra lá na esperança de chegarem antes que seja tarde demais e que ele tenha feito uma nova vítima... Tchãns: não é uma vítima, mas sim a namorada do dito-cujo. E as expressões de Derek e Emily quando ouvem a bartender falar "me salvar do quê? Ele é meu namorado!" são totalmente impagáveis.

A participação de Prentiss, ainda que miseravelmente pequena, foi crucial. Conseguiu arrancar da namorada do suspeito tudo o que precisavam para encontrar as outras vítimas. E, ainda que fosse desmasiadamente constrangedor para qualquer pessoa na face da terra ser interrogado(a) por uma agente federal sobre como faz sexo com seu(ua) namorado(a), Prentiss é quase um Benjamin Linus de saias (ou melhor, de jeans e colete a prova de balas), consegue manipular a mente dos suspeitos quando precisa (vide "Seven Seconds"), e consegue ganhar a confiança de qualquer um quando necessário (até o Gideon simpatizou com ela, mesmo depois de penar fino por muito tempo).

O final, quando o unsub "confronta" Rossi, foi espetacular. Não pela parte de Joe Mantegna (volte para "The Simpsons", pelamor de Deus!), mas sim pela explicação do unsub sobre a explicação de seu desejo assassino. Nem ele próprio sabe explicar porquê. Só sente vontade de matar, e quando há uma oportunidade, o faz sem hesitar. E, ainda mais: o maluco estava na esperança de se tornar objeto de estudo de algum livro de Rossi... Creepy! "Instinto Selvagem", né?

Foi legal JJ ter "contado" a Rossi que o incentivo principal que teve para entrar no FBI foi ler um livro dele, ainda que eu ache que isso foi super puxa-saquismo. E, logo mais, um post com os detalhes mais interessantes do 4x14 e 4x15. Cheers!

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