"Cold Confort"

By Gabriela Spinola

Depois de uma pausa quase eterna entre este episódio e o incrível 4x13 "Bloodline", este episódio pareceu até meio chato, comparando-se ao 4x13 e ao fato de que eram só 42 minutos dos nossos personagens preferidos. Mas isso não vem ao caso...


O unsub era o jovem Roderick, ainda preso ao trauma de ter "matado" a própria babá, Abigail, figura substituta da mãe ausente (interpretada por Cybill Shepherd, cujo hype em torno de sua participação não resultou em nada, visto que mal apareceu por 5 minutos pra mostrar que está BEM diferente de quando protagonizava "A Gata e o Rato" com Bruce Willis), se torna um necrófilo obcecado em tornar suas vítimas literalmente iguais à sua babá falecida. E quando eu digo literalmente, é porque é literalmente MESMO. Elas estavam parecendo algum cadáver de "Psicose"... E a obcessão de Roderick era tanta que ele conseguia fazer uma bela de uma lavagem cerebral nas pobrezinhas somente na base da persuassão...


Nunca gostei do Rossi. Seu personagem simplesmente não se encaixou. Com Jason Gideon não era muito diferente, já que ele apesar de ser uma mente brilhante era muito perfeccionista e irritante. Rossi é tão cético e corretinho que chega a saturar minha nada vasta paciência. Eu, como fã de séries, já vi muitos absurdos e erros dos personagens, mas precisava mesmo jogar todo aquele ceticismo pra cima da mãe da garota? Já sabemos que ele tem sérios problemas de envolvimanto pessoal, claro, todo personagem de série policial que se preze já deu pelo menos uma bola fora por causa de algo que lhe afetou emocionalmente, mas precisa fazer assim sempre?


JJ de volta, graças a Deus. Tenho certeza que ninguém simpatizou com Jordan Todd. Se havia simpatizado, com certeza mudou de idéia com a burrada dela em "52 Pick-up". Todd era mala, e JJ também é, mas JJ já é parte da "família", portanto é uma mala mais suportável. Ainda assim, superou-se na sua "malice". Ok, é aceitável o fato de ela estar ainda mias emocional agora que é mãe, mas eu acredito que não foi nada prudente a idéia de levar a carta para o vidente. Ela não estava certa, porém Rossi estava igualmente errado. Os dois erraram feio, o que só contribui para a minha não-afeição a ambos.


Prentiss, Reid, Garcia e Morgan quase desapareceram nesse episódio. Ainda assim, a melhor cena da qual os três participram nos últimos episódios foi um ataque de genialidade e humor repentino, para uma série dramática e séria como essa. Garcia lendo o horóscopo foi genial. E a reação de Prentiss ouvindo aquela coisa toda foi difícil de segurar o riso. Dava pra ver que ela não acreditava naquilo mas estava começando seriamente a considerar a posssibilidade de acontecer mesmo. Rachei de rir com o "simple gesture" de Emily, assim como o seu sorriso cínico e o dedão no botão "off" do telefone quando Garcia sugeriu que um dos necrófilos poderia ser a decepção amorosa que constava no horóscopo...


Hotch, como sempre, maravilhoso. É incrível como um personagem como ele conseguiu se manter "misterioso" e sério por 4 temporadas, e ainda assim não perder o rumo em sua seriedade... Ainda que seja enorme a minha curiosidade - e a de muitos outros fãs - sobre seu passado, se o "devendarem" logo a série se tornará um Law & Order qualquer, com somente os "casos do dia" e sem deixar aflorar a personalidade dos personagens.


No geral, o episódio foi bom. Manteve o nível da temporada, mas não foi um "Bloodline", ou um "Minimal Loss" da vida. Contudo, não foi ruim - nunca assisti a um episódio de CM que achasse ruim. E, acredito eu, o 4x15, e o 4x16 trilharão muito bem o caminho para os tão aguardados 4x17 (centrado em Prentiss) e o 4x18 (centrado em Hotch).

1 comentários:

Thais Afonso disse...

É o 4x17 que é o Demonology? Achei que fosse o 4x18 e o de Hotch fosse o 4x19. Bom, antes disso tem a aparição do Jack-fofura, certo? Quero ver o bebê do Hotch de novo.

Realmente eu esqueci de mencionar a cena com Gracia, Prentiss, Morgan, Reid e Kevin, que foi a mais engraçada do episódio. Para mim todos os episódios de CM precisam de algo assim, para equilibrar com o clima sombrio dos crimes. Os profilers precisam fazer alguma coisa pra manter suas mentes inteiras, e acho que essa coisa é se divertir às custas um dos outros.